"Quando pratico,
sou um filósofo, quando ensino, sou um cientista, quando demonstro, sou
um artista"
(BKS Iyengar)
Estilo
-
ashtanga power yoga
instrutora Eloisa Vargas
Pratico, estudo e ensino o Hatha Yoga baseado na escola de BKS Iyengar
(Pune-India) e nas técnicas de alinhamento e biomecânica ensinadas por Erich Schiffmann (California-USA). Sigo o Ashtanga Yoga de Patanjali, o
código de ética e pratica do Hatha Yoga e minha base filosófica é
Krishnamurti .
Todo o Yoga
que utiliza o corpo como instrumento da prática é Hatha Yoga.
Os estilos e ramificações nas diversas escolas que hoje em dia
conhecemos em termos de Yoga físico são todos Hatha Yoga.
Um tipo de hatha yoga mais dinâmico
teve a sua origem no mestre Krishnamacharya que revolucionou o
que se vinha praticando até então. Os primeiros seguidores desse mestre
foram Iyengar, Pattabhi Joes e Desikachar ( esse último, seu filho).
Cada instrutor criou então seu
próprio modo de ensinar e transmitir os ensinamentos do mestre Krishnamacharya surgindo assim o que chamamos de escolas ou estilos de
Hatha Yoga. Existem centenas de ramificações do Hatha Yoga.
O termo Ashtanga unido ao Power Yoga define a prática como sendo
intensa e dinâmica fisicamente e igualmente intensa nas bases éticas e
filosóficas do Ashtanga Yoga de Patanjali.
Todo o Hatha Yoga praticado dentro dos princípios do Ashtanga Yoga de
Patanjali é um Asthanga Yoga. Alguns instrutores usam este termo como
uma marca registrada da sua escola como é o caso do Ashtanga Vinyasa Yoga de Pattabhi Joes. Mas o Ashtanga não é
propriedade de uma escola em especial e não define um estilo de
yoga pois todo o hatha yoga que segue o código
de ética de Patanjali é um Ashtanga Yoga.
Power Yoga define um estilo dinâmico do Hatha Yoga sem estar
vinculado diretamente às escolas de Iyengar, Joes ou Desikachar
embora siga as linhas mestras do mestre Krishnamacharya.
O Yoga baseado nos ensinamentos de Iyengar requer conhecimento de
biomecânica para alinhamento perfeito através da correção postural.
O asana deve ser executado com perfeição física e mental para que
seus efeitos possam ser efetivados e isto se obtém através da
prática constante da aplicação da biomecânica corporal. O instrutor tem o dever de conhecer a forma
correta do ásana para que o aluno possa executá-lo corretamente.
O instrutor também deve ter o conhecimento profundo dos fundamentos
do Yoga para que não passe ao aluno a idéia de que o intenso trabalho
físico ao qual se dedicará é algo apenas externo.
Procuro mostrar
aos meus alunos a essência da prática física em conformidade
com o Ashtanga Yoga
enfatizando os Yamas e Niyamas. Isto porém, não significa que seja abordado em aula o aspecto
religioso hindu, seja em crenças ou dogmas porque o Yoga não
pertence a nenhuma religião instituída..
Honrar a tradição do Yoga não significa assimilar a cultura hindu
porque o verdadeiro Yoga não pertence a nenhum tipo de escola ou
tradição, não tem dogmas, crenças e nem gurus uma vez que o seu
objetivo final é a libertação do ser humano em todos os seus
aspectos. Conforme a própria tradição hindu, vivemos uma época de
decadência onde é mais fácil encontrar os falsos gurus do que um
verdadeiro. Sendo assim, o nosso guru é interno, reside dentro de
cada um de nós e pode ser ouvido para nos guiar toda a vez que
estivermos silenciosos. O Yoga nos ensina a fazer silêncio para
escutar esse guru.
Honrar o
Yoga significa respeitar seus preceitos básicos na transmissão do
conhecimento de forma que haja a compreensão fundamental de que a
prática física é um instrumento para a iluminação e que esta prática
necessita partir de dentro de cada um. Desta forma, a prática será
autêntica e promoverá o
auto conhecimento e a escuta interior.
Honrar o
Yoga significa transmitir e promover a noção do silêncio da mente para
que a escuta interior se efetive, para que a luta cesse e a paz aconteça
na integração do ser com a sua fonte de energia. Quem transmite o
ensinamento do Yoga deve fazer o aluno entender que um instrutor deve
ser, antes de tudo, um veículo ou uma ferramenta para a sua libertação e
que, como toda a boa ferramenta,após servir ao seu propósito, deve ser
deixada para trás como uma etapa da sua vida. O instrutor é
um portal por onde as pessoas passam mas não ficam porque o objetivo é
sempre ir além. A tarefa do instrutor é promover
a capacidade do aluno para praticar por si só, sozinho, na sua casa e
por toda a sua vida.